quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O ASSISTENTE TÉCNICO PSICÓLOGO NAS AÇÕES DE FAMÍLIA

A Psicologia Jurídica vem se expandindo, ampliando seus campos de conhecimento e atuação, exigindo profissionais cada vez mais capacitados para auxiliar e orientar as famílias em processo judiciais.

Nos processos judiciais que tramitam nas Varas da Família e das Sucessões dos Foros e Tribunais, as partes envolvidas vão buscar todos os recursos e meios de prova para fundamentar seus argumentos. Sempre que possível e necessário, utilizam de todos os instrumentos disponíveis para comprovar a “sua” verdade – o que, convenhamos, é um conceito subjetivo, porque, no meio jurídico, só obtém uma sentença favorável quem consegue argumentar melhor.       Mas, no campo das relações familiares discutidas nos processos judiciais, a situação é bem mais complicada, pois envolve uma série de frustrações, mágoas, raiva e desejos insatisfeitos. Esses sentimentos carregam em si um peso negativo que ultrapassa o pedido jurídico e prejudica toda a família. Assim, os processos se arrastam por meses (e até por anos!), à custa de um imenso desgaste emocional.
Quando os conflitos são muito intensos, o juiz requer o auxílio do Setor Técnico da Psicologia, do Fórum ou do Tribunal, a fim de que o psicólogo perito analise as mensagens inconscientes que causaram a desestruturação familiar e a maneira como o litígio se arrasta no Judiciário. O psicólogo perito judiciário deve buscar um outro olhar sobre a relação processual, com neutralidade e ética necessárias para subsidiar a decisão do juiz.
Mas cada uma das partes pode, se quiser, contratar o seu próprio profissional para auxiliá-la na fundamentação de seus argumentos. É nesse momento que entra em cena o assistente técnico: um psicólogo autônomo, que não possui vínculo com a instituição judiciária e que, ao lado da consciência ética de sua profissão, deve ter ampla liberdade para obter informações que subsidiem o seu parecer técnico. Enquanto o psicólogo judiciário acaba se restringindo ao espaço do Tribunal para realizar suas funções (por determinação de Provimentos do Conselho Superior da Magistratura e da Corregedoria Geral de Justiça), o psicólogo assistente técnico pode, se considerar necessário, realizar entrevistas, aplicar testes, fazer visitas domiciliares e escolares, não somente para obter informações da parte que o contratou como também da parte contrária. Aliás, é preciso que se diga que, embora o assistente técnico seja visto como um auxiliar não-jurídico da parte que o contratou, corroborando suas alegações e reforçando a defesa de seus interesses, não deve, por esse motivo, violar os preceitos éticos da profissão, fazendo afirmações falsas ou infundadas com o objetivo de favorecer seu cliente, mesmo por exigência deste.
O psicólogo assistente técnico é um consultor da parte, e deve ser visto com respeito e dignidade endereçados a um profissional ético. Como ele tem um contato mais próximo com seu cliente – e, em alguns casos, com a parte contrária - possui mais elementos para analisar os conflitos emocionais que permeiam as relações familiares discutidas no litígio. Seu parecer técnico deve conter informações concretas e precisas, que sejam um retrato da situação vivenciada naquele momento e que possam auxiliar na sugestão mais adequada para a harmonia familiar.
Nesse sentido, o assistente técnico pode (e deve) colaborar com o psicólogo perito judiciário, porque essa troca de informações auxiliará ambos os profissionais a compreender a dinâmica familiar e, juntos, buscar uma solução que, ao servir de subsídio para a decisão judicial, traria mais benefícios para a família. Por outro lado, devendo ser o assistente técnico um profissional ético, poderá observar mais atentamente a conduta do perito e, assim, verificar se ele também está agindo de acordo com a ética: como o assistente técnico deve apresentar em seu parecer críticas ao laudo pericial, estas poderão ser positivas ou negativas, dependendo da ética, lógica e coerência do trabalho do psicólogo judiciário.
Nos processos que envolvem disputa e modificação de guarda dos filhos menores, o psicólogo assistente técnico poderá observar e analisar se o cliente que o contratou possui mais condições (financeiras e emocionais) de cuidar das crianças do que a parte contrária. Mas e se acontecer o contrário? Se o seu cliente tiver menos condições de cuidar das crianças, o psicólogo deverá, em nome da ética, orientá-lo a respeito dessa conclusão e não fazer afirmações falsas; poderá aconselhá-lo a desistir da ação ou, em último caso, afastar-se da função, para não comprometer o cliente e sua família e não prejudicar a ética.1
A legislação processual civil prevê a indicação de Assistentes Técnicos e formulação de quesitos ao perito, no artigo 421, § 1º, I e II do Código de Processo Civil, bem como pela segunda parte do artigo 422, do mesmo Código, preceitua que os Assistentes Técnicos são de confiança da parte, não estando sujeitos ao impedimento, como ocorre com o perito judicial.
Ora, se o Assistente Técnico é de confiança da parte, e não está sujeito a suspeição ou impedimento, é somente à parte que o contratou que ele deve prestar assessoria e esclarecimentos de seus atos, podendo formular livremente seu convencimento e apresentá-lo ao perito, com a possibilidade de que este concorde ou não, porém obviamente dentro do compromisso genérico com a Justiça previsto no artigo 339 do mesmo Código.
E por fim, mas não em importância, não posso deixar de mencionar a Resolução nº 08/2010[1]do Conselho Federal de Psicologia, que dispõe acerca da relação entre o Perito e o Assistente Técnico.
Finalmente, o psicólogo assistente técnico pode ser (ou ter sido) o psicoterapeuta do cliente ou de qualquer pessoa envolvida no litígio? O Código de Ética Profissional dos Psicólogos não proíbe essa atividade, porém posteriormente a referida Resolução nº 08/2010proibiu que psicoterapeuta da parte ou de pessoa ligada à parte seja também seu assistente técnico, pois há implicações éticas referentes ao sigilo das informações do processo psicoterapêutico que não devem, em hipótese alguma, ser violadas em nome de uma pretensa “vitória” em processo judicial.
Devido à excessiva oferta de profissionais clínicos, que não conseguem ser absorvidos pelo mercado já saturado, muitos psicólogos acabam partindo para outras áreas2, entre elas a judiciária, atuando como assistentes técnicos3. Embora haja aspectos que diferenciam ambas as áreas, o trabalho judiciário também deve ser visto com a mesma importância da clínica, pois conjuntamente buscam a compreensão da ação humana, em relação aos parâmetros da lei e da justiça, e a conscientização pessoal em nome do equilíbrio e da harmonia familiares.
Vale ressaltar uma última observação: também o assistente técnico incorre nasanção ética determinada pelo Código de Ética Profissional dos Psicólogos e pelo Código de Processamento Disciplinar, quando seu parecer contiver informações inverídicasou omitir informações verídicas sob pretexto de atender às exigências da parteque o contratou, violando preceitos da ética. Nesse caso, o processo disciplinar segue o andamento e os critérios daquele movido contra o perito, mencionando-se o local (consultório, por exemplo, ou o Forum) onde o psicólogo trabalha. Contudo, deixa de ser um crime penalquando o psicólogo assistentetécnico tenha prestado informações em seu parecer, decorrentes de erro, fraude, simulação ou omissão de seu cliente. Nesse caso, o Conselho Regional de Psicologianão pode confundir o dolo do profissional que fornece informações equivocadas parainduzir o Juízo a erro, da culpa (no sentido amplo) por ter sido ele mesmo induzidoa erro pelo cliente (“fraude processual”, prevista no art.347-C do Código Penal).Mas, lamentavelmente, essa confusão vem ocorrendo com assustadora frequêncianas Comissões de Ética dos Conselhos Regionais de Psicologia, prejudicandoindevidamente profissionais de boa-fé, abalando sua reputação. Há casos em que a escolha da sanção ética imposta pelas Comissões é desproporcional à gravidade dosfatos, e isso pode dar ensejo ao profissional recorrer ao Judiciário para preservação de seus direitos, como entrar com ação judicial de Mandado de Segurança para garantir seu direito de continuar atuando conforme os parâmetros éticos e obrigações processuais, além de indenizações por danos morais ao cliente que o induziu ao erro, e à própria Comissão de Ética do Conselho Regional de Psicologia que lhe aplicou uma sanção indevida, equivocada e desproporcional.

Notas de Atualização:
1Atualmente, tanto o psicólogo perito quanto o assistente técnico podem (e devem) incentivar a Guarda Compartilhada como forma mais harmônica e evoluída de exercício da guarda dos filhos menores após o rompimento da relação conjugal. Nela, ambos os genitores encontram-se em igualdade de condições para decidir acerca das questões importantes dos filhos, e estes desfrutam do convívio equilibrado com ambos os pais. Essa relação será mais forte com a aplicabilidade da Lei nº 11.698/2008, que dispõe acerca da Guarda Compartilhada e da Lei nº 12.318/2010 que dispõe acerca da Alienação Parental.

2O psicólogo assistente técnico deve conhecer, além das técnicas de avaliação inerentes à sua profissão, também a legislação vigente – tanto os aspectos processuais quanto o direito material (Código Civil, Estatuto da Criança e do Adolescente, leis referentes à família, etc.)

3A Ciência Psicológica, na sua busca pela compreensão do comportamento humano, encontra-se em franca expansão, acompanhando as necessidades humanas e as transformações sociais. É nesse contexto que ocorrem as ramificações do conhecimento e das pesquisas da Psicologia, e o psicólogo deve estar constantemente atento e atualizado diante dessas mudanças.

______________
Denise Maria Perissini da Silva é psicóloga clínica e assistente técnica jurídica em processos nas Varas da Família e nas Varas da Infância de São Paulo (SP); ministra cursos, palestras e grupos de estudos sobre Psicologia Jurídica de Família.
Especialista em Psicopedagogia e LIBRAS.
Docente universitária: UNISA e ESA-Santo Amaro.
É autora de livros e artigos de Psicologia Jurídica da Família, a saber:
  • Psicologia Jurídica no Processo Civil Brasileiro. RJ: Forense, 2ª.ed., 2012.
  • Guarda Compartilhada e Síndrome de Alienação Parental: o que é isso? Campinas: Autores Associados, 2ª. ed., 2011.
  • Mediação e Guarda Compartilhada – conquistas para a família. Curitiba: Juruá, 2011.
Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana pela UNIFESP.



[1]BRASIL. Conselho Federal de Psicologia. Resolução nº 08, de junho de 2010. Dispõe sobre a atuação do psicólogo como perito e assistente técnico do Poder Judiciário. Disponível em: .

 - See more at: http://www.mosaicopsicologia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=230:o-assistente-tecnico-psicologo-nas-acoes-de-familia-denise-perissini-da-silva&catid=38:textos-livres&Itemid=62#sthash.mamx8FeK.dpuf

O QUE ESTAMOS FAZENDO COM NOSSAS CRIANÇAS?

O QUE ESTAMOS FAZENDO COM NOSSAS CRIANÇAS? *
*Artigo retirado de Fórum sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade http://medicalizacao.org.br/o-que-estamos-fazendo-com-nossas-criancas/
Prof. Dr. Marcelo Domingues Roman
Professor de Psicologia da UNIFESP
Campus Baixada Santista
Colaborador do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo
Torna-se cada vez mais comum crianças e adolescentes serem encaminhados a serviços de saúde porque apresentam problemas na escola. Esse fenômeno não é novo e tem sido chamado de medicalização da educação: trata-se de reduzir questões escolares, e consequentemente sociais, a problemas médicos. Isso vem se intensificando a partir do uso de psicoestimulantes para controle de hiperatividade e incremento da capacidade de atenção. Também tem se tornado comum crianças e adolescentes serem encaminhados a serviços de justiça por razões semelhantes, sobretudo quando assumem formas agudas ou tendem a se cronificar, evidenciando, assim, outro fenômeno também conhecido entre nós, a chamada judicialização, ou seja, a redução das mesmas questões a problemas de justiça. Se no primeiro caso assistimos à administração de nocivas drogas psiquiátricas a sistemas nervosos ainda em formação, no segundo nos assombramos com o selamento de destinos à margem da sociedade e, pior, operado por profissionais encarregados de proteger e tratar a infância.

A apresentação sucinta de um caso pode deixar mais claro o que estou afirmando. Wilson era um aluno de 5º ano quando o conheci. Ele costumava ter “surtos” – assim eram chamados, pelos agentes escolares, seus ímpetos de indisciplina e aparente descontrole. Em um desses ímpetos, a escola chamou a polícia, que a muito custo o controlou e decidiu por enviá-lo ao hospital em uma ambulância. O acontecimento é assustador, ainda mais se tratando de um menino de 10 anos. Mas, dirão os da escola, seu comportamento atingiu um nível inaceitável: agredia colegas e educadoras, gritava, xingava, saía correndo pelos corredores do prédio. Tanto é que havia sido diagnosticado por um especialista como portador de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), tendo sido lhe receitado Ritalina®. E, como estamos em um município em que esse medicamento é distribuído gratuitamente à população, não haveria razões para sua destemperança, a não ser por negligência do aluno ou de sua família.

É preciso que analisemos com calma. O caso é complexo e não aceita respostas simples, o que, de cara, já nos faz desconfiar de uma saída baseada apenas no controle medicamentoso. A quem se dedica a estudar seria-mente o fenômeno humano, torna-se claro que estabelecer causas lineares entre causa e efeito é, no mínimo, ingenuidade. Há que se pensar, sempre, em multideterminação, o que afasta a resposta tão frequente quanto simplista de que o comportamento de Wilson é efeito de mau funcionamento cerebral. A medicina não dispõe ainda de exames que afiram desequilíbrios neuroquímicos, ainda que estes desequilíbrios sejam propagandeados como causas inequívocas de supostos transtornos. Além disso, autocontrole voluntário do comportamento e da atenção são habilidades ensinadas e aprendidas, e não simples efeitos do funcionamento cerebral. Portanto, é mais acertado pensarmos que o funcionamento cerebral é efeito de processos de aprendizado social, não o contrário.

Assim, as raízes da forma como Wilson se comporta devem ser buscadas nas suas relações com o contexto que o envolve, ao longo de toda sua existência. Isso significa levar em consideração sua vida dentro e fora da escola; sua história familiar e seu percurso na instituição. Escola e família, porém, também devem ser contextualizadas social e historicamente. É preciso saber a que classe social pertence a família, a que condições de vida está sujeita, qual a qualidade das políticas públicas de bem estar social a que tem acesso, quais as transformações tecnológicas, econômicas e sociais mais amplas que acabam influenciando o comportamento não só de Wilson e sua família mas de todos nós. Do mesmo modo a escola: qual a sua qualidade? Os professores são bem pagos, têm boa formação, boas condições de trabalho e participam democraticamente das decisões institucionais? Os conteúdos e métodos de ensino são adequados? Toda essa problemática é dissimulada quando apenas ministramos, ou tentamos ministrar, comprimidos de Ritalina® para Wilson.

Mas há quem ganhe com isso, evidentemente. Em primeiro lugar a indústria farmacêutica com seus lucros astronômicos, capazes de financiar pesquisadores que divulgam o transtorno e o tratamento como verdades científicas avançadas e inquestionáveis. O sistema de saúde mental infantil do município também ganha, pois oferece com menor gasto uma resposta à demanda, uma vez que não se dispõe a lidar com a complexidade envolvida na questão. A escola e a professora de Wilson, caso ele tome o remédio, também ganham: se asseguram que o problema está apenas no aluno ou em sua família e não precisam, assim, questionar seu próprio trabalho. Então, quer dizer que o remédio funciona? De fato, os psicoestimulantes têm a capacidade inicial de aumentar a performance das funções cognitivas, entre as quais a capacidade de focar a atenção. É por esse motivo que a cocaína, ou mesmo a Ritalina®, são utilizados por profissionais ou estudantes em momentos estratégicos ou de pressão.

Uma criança medicada na sala de aula é, inicialmente, uma criança focada e quieta. Sim, porque, paradoxalmente, o estimulante faz com que as crianças se aquietem, a ponto de se tornarem como zumbis. Na verdade, zombie-like é um sinal de toxicidade da medicação, cuja lista de reações adversas é alarmante: nervosismo, insônia, cefaléia, discinesia, tontura, dor abdominal, humor depressivo transitório, retardamento do crescimento etc. – a lista é grande; basta consultar a bula do medicamento. Seu consumo prolongado é sugerido, por certas pesquisas, como determinante de peso para a drogadição na adolescência e a ocorrência de pensamentos suicidas. Há longo prazo, parece que o medicamento induz a efeitos inversos do que se propunha a realizar: agitação motora e dificuldade de aprendizagem. Esse é o preço que estamos dispostos a pagar para calar nossas crianças?

Fiquei inicialmente animado quando soube que o caso de Wilson seria discutido por profissionais de saúde, assistência social e educação, numa espécie de reunião inter-serviços. Nessa reunião, foi comentada sua complexa situação familiar: mãe viciada em cocaína, capaz de se prostituir para conseguir a droga; pai enfraquecido; relação erotizada entre mãe e filho, ambos refratários a prescrições medicamentosas. Isso sem contar outros agravantes comuns a vidas castigadas pela pobreza. A discussão foi bem rica, pois contou com diversas perspectivas profissionais provenientes de diferentes serviços públicos. Porém, algo unificou a diversidade: a sensação de impotência diante da complexidade do caso. Optaram então por acionar o Ministério Público, a fim de que este pressionasse Wilson e sua mãe a aderirem à medicação. Assim, um caso que manifestava, a seu modo, a difícil condição social a que são sujeitas inúmeras famílias em nossa sociedade, um caso que tinha como uma de suas vias de expressão condutas antissociais na escola, expressão esta transformada em patologia a ser medicada, agora encaminhava-se a se tornar um caso de justiça.

Não é aceitável que continuemos a culpar e reprimir aqueles que mais sofrem as condições aviltantes de nosso funcionamento social. Não é possível que continuemos formando profissionais que se utilizam de meios pretensamente eficazes, neutros, “científicos”, para perpetuar formas de submissão dos deserdados e de desresponsabilização das instituições sociais. São necessários investimentos maciços em melhores condições de vida, em relações sociais humanizadas e em condições dignas de trabalho nas instituições de educação, saúde e assistência social, não na indústria farmacêutica nem em aparatos de controle jurídico e policial de problemas sociais.
 - See more at: http://www.mosaicopsicologia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=241:o-que-estamos-fazendo-com-nossas-criancas&catid=38:textos-livres&Itemid=62#sthash.1wBERBPF.dpuf

METAS. PARA ONDE VOCÊ ESTÁ INDO?

“Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.”
Você sabe para onde está indo? O rumo que você está dando para a sua vida é o que realmente deseja? O que você faz está de acordo com as suas prioridades? Se a resposta é não, é possível que sua vida esteja vazia e sem sentido.
Um dos grandes males do nosso tempo é a depressão, transtorno que pode ser definido como uma falta de paixão pela vida, uma falta de sentido que tem sua origem na não realização dedesejos. Para ter paixão, é preciso estar envolvido em algo que seja importante para você. Não menos comuns, a angústia e a ansiedade também são resultado de uma desconexão consigo mesmo. Por que isso acontece?
Desde muito cedo, somos ensinados a ser obedientes e disciplinados, respeitando ritmos externos e ignorando nossos próprios ritmos. Esta imposição do ritmo de outros às nossas vidas é o que gera a desconexão. Seguimos assim pela vida e, quando nos damos conta, não sabemos mais o que realmente queremos. A conseqüência disso é uma vida cheia deautomatismos e sem criatividade.
Pense nas pessoas que você conhece. Quantas vezes você já ouviu algumas delas se queixando de estarem angustiadas, insatisfeitas, se sentindo incapazes de mudar? A sensação comumente descrita por elas é de impotência, de estarem sendo levadas pela vida ao invés de levá-la. Isso gera uma vulnerabilidade e não é raro perceber que se está trabalhando para realizar os desejos e metas de outros e não os seus.
Agora, pense na sua vida. Existem divergências entre o que você está fazendo agora e o que é realmente importante para você? Se existem, talvez você perceba que a sua vida, até este momento, não está caminhando como você gostaria. Porém, é preciso que você saiba que há tempo de mudar tudo, não importa a sua idade nem o que fez até agora. O que importa é o que fará daqui em diante.
Sem uma direção definida, acabamos atirando para todos os lados. E quando se atira sem ter um alvo definido, não se chega a lugar algum.
O que fazer então?
E aí que entra o conceito de meta. O que é uma meta? É um ponto definido onde se quer chegar. Para que você coloque o seu barco no mar, é importante que tenha em mente seu porto de destino. Uma meta é a definição do porto de destino. Aí, está a chave da questão.
O conceito de meta, se bem manejado, vai possibilitar a transformação de seus sonhos e desejos em comportamentos reais. Isso não é mágica. Pelo contrário, ter sucesso implica muito trabalho e muita energia. Durante sua trajetória, com seu porto de destino definido, você precisará verificar constantemente se está indo na direção certa para, assim, poder corrigir os possíveis desvios.
Daí a importância da meta. Porque, além de dar direção ao que você quer, ela permite que você verifique o tempo todo se o que está fazendo realmente está contribuindo para que você chegue ao seu objetivo.
Mas, como definir suas metas?
A primeira coisa que você deve fazer é identificar o que quer. Muitos passam pela vida sem saber. O conceito de metas pode (e deve) ser aplicado nas diversas áreas da vida: família, profissão, estudo, relacionamento afetivo, social, economia doméstica, finanças pessoais, etc.
segundo passo é aplicar as técnicas existentes para desenvolver uma meta. Não basta apenas expressar um sonho ou um desejo. É importante que possamos transformá-los em metas. Às vezes, as pessoas têm a sensação de estar trabalhando com metas bem definidas. No entanto, temos observado em nossa pratica, que a grande maioria não possui conhecimento para diferenciar um sonho de uma meta. Podemos visualizar a diferença entre os dois com a metáfora abaixo:
“Havia cinco macacos no galho de uma árvore: três deles decidiram pular. Quantos macacos ficaram no galho? A resposta é simples: os cinco macacos permaneceram no galho. Por quê? Porque decidiram pular, mas nenhum deles o fez de fato.”
Ou seja, decidir ou sonhar não é o suficiente para obter êxito naquilo que queremos. Desenvolver uma meta significa canalizar energia. E as técnicas são os instrumentos que operacionalizarão esta meta.
É comum encontrar pessoas que, ao chegarem na reta final de suas vidas, verificam que poderiam ter tomado um rumo bem diferente. Mas, é possível mudar o curso da história bem antes do fim. Deixemos para os filmes a imagem do velho, à beira da morte, arrependido das coisas que fez e deixou de fazer. Você pode monitorar continuamente para onde está indo e, assim mudar sua vida. Basta, para tal, ter uma meta.
 * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
(*) Danielle Tavares (CRP-05/22873) e José Silveira Passos (CRP-05/18842) são Psicólogos e Analistas Transacionais – MDF da UNAT-BRASIL.

SUSTENTABILIDADE, TECNOLOGIA E VONTADE POLÍTICA PARA MUDANÇAS

A constatação que a capacidade de suporte do planeta estava chegando ao seu limite data do final dos anos 60, onde os efeitos da poluição e a possibilidade de esgotamento dos recursos naturais começaram a fazer parte das discussões no âmbito político e econômico.
Por Cláudio Reis
Introdução
Na década de 70, o Clube de Roma emitiu o relatório Limites de crescimento econômico (Meadows et al., 1972), que sugeriu o crescimento econômico zero como forma de controlar a degradação ambiental, causando perplexidade no meio científico e na sociedade em geral.
Este enfoque, no entanto, foi superado pelo conceito de desenvolvimento sustentável que principalmente a partir de 1987, quando da divulgação do relatório Brundtland, elaborado pela comissão mundial sobre meio ambiente e desenvolvimento da ONU, também conhecido com relatório “Nosso futuro comum”, tem predominado como conceito chave para garantia da vida futura no planeta.
Justificativa
O propósito deste trabalho é analisar a capacidade de reversão da trajetória de degradação que alguns indicadores mostram como insustentável para a vida futura do planeta, através da aplicação  e desenvolvimento de novas tecnologias , considerando os aspectos políticos-econômicos envolvidos.
Desenvolvimento
Em seu livro “Um projeto para um planeta mais seguro”, Nicholas Stern apresenta um cenário que sugere a necessidade de redução pela metade das emissões globais de gases de efeito estufa, até o ano de 2050. Segundo Stern, do ponto de vista econômico, seria necessário investimento na ordem de 1 trilhão de dólares, em torno de 2% do PIB global por ano. Este investimento seria utilizado para patrocinar pesquisas e desenvolver tecnologias necessárias para atingir a ambiciosa meta.
Al Gore afirma em seu livro “A nossa escolha”, que precisamos de um empenho histórico para pôr as pessoas a trabalhar na construção da infra-estrutura e da base tecnológica para uma mudança maciça e rápida que nos afaste do carvão, do petróleo e do gás, e nos conduza afontes de energia renováveis. Da mesma forma que Al Gore considera este um grande desafio para a nossa geração, percebe também uma oportunidade sem paralelo para enfrentar causas persistentes de sofrimento e miséria, reforçando a tese que temos de mudar muito mais do que nossas lâmpadas e janelas, pois o grande impacto está na mudança de leis e políticas públicas.
Com uma visão mais direcionada ao processo de mudança, Daniel Goleman, em seu livro Inteligência ecológica, defende o conceito de Ecologia Industrial, ciência que estuda todo o ciclo de vida de um produto e avalia os impactos causados no meio ambiente. O resultado deste estudo, segundo Goleman, deveria ser informado em cada produto na sua apresentação final para o consumidor. Desta forma acredita que o processo educacional de massa teria um efeito rápido, levando as pessoas a serem consumidores mais conscientes, o que como conseqüência traria regulação no processo industrial com foco na preservação dos recursos  naturais.
As diretrizes do plano de ação da União Européia para incentivar as tecnologias ambientais é um bom exemplo de esforço politicamente organizado para tratar as questões ambientais de forma objetiva, atuando na eliminação de obstáculos para desenvolvimento de tecnologias tais como:
  • Sistemas de reciclagem de águas;
  • Automóveis de menor consumo de combustível e menos poluente;
  • Utilização de fontes alternativas de energia tais como energia solar e eólica;
  • Eficácia no saneamento de solos
No entanto, a aplicação destes tipos de tecnologia enfrenta obstáculos  pelos aspectos econômicos inerentes a necessidade de investimento em pesquisa e mudança do paradigma da tecnologia tradicional em um ambiente de comércio global altamente competitivo. Surge a necessidade de regulamentos e normas que desdobrados em objetivos e metas de desempenho para produtos, processos e serviços, possa eliminar práticas de maior impacto negativo no menor tempo possível, melhorando também o equilíbrio social e ainda mantendo o desenvolvimento econômico.
Apesar dos esforços de organismos internacionais (ONU, CE, etc..) e da intensa mobilização de organizações não governamentais (Greenpeace, WWF, etc..), o tema desenvolvimento sustentável ainda carece de esclarecimentos para a sociedade, que em sua maioria percebe que algo de errado está acontecendo, principalmente quando ocorrem grandes catástrofes, porém tem dificuldade em compreender o papel de cada indivíduo como agente de mudança, delegando esta  exclusivamente para os líderes governamentais. 
Os líderes mundiais, por sua vez, em sua maioria, estão muito mais preocupados com asquestões de curto prazo, entorpecidos pela corrida desenvolvimentista, em um cenário de polarização “Norte/Sul” ou  “Ricos/Pobres”, que emperra práticas e iniciativas globais que efetivamente possam atuar na causa raiz do problema.
Existe ainda um grupo que acredita e prega a idéia de manipulação das informações sobre o clima e aplicação do chamado terrorismo ambiental como meio de coibir o crescimento dos países pobres e em desenvolvimento, e assim manter a supremacia político-econômica das potencias mundiais. A recente divulgação de emails trocados por pesquisadores da Universidade East Anglia, no reino unido, o chamado “climagate” causou forte impacto na sociedade, levantando dúvidas sobre a  real influencia do homem no aquecimento global.     
Conclusão
O ser humano tem mostrado ao longo da história uma enorme capacidade de adaptação e superação diante das situações mais difíceis e complexas, e creio  que desta vez não será diferente com relação  as questões ambientais e os cuidados para com o futuro do planeta.
A sociedade está vivenciando um período de aprendizagem sobre as questões ambientais, algo como a adolescência no ciclo da vida humana, que em minha opinião, chegada a maturidade, teremos  na próxima geração o nível de conscientização  necessário para alinhar  ações governamentais e individuais em prol do verdadeiro desenvolvimento sustentável.
Vencida a resistência político-social, penso que a fronteira tecnológica não será empecilho, considerando o alto nível de desenvolvimento já alcançado nas áreas de Engenharia, Biologia e Telecomunicações entre outras, e o enorme potencial em pesquisas que aguardam pelos  volumosos investimentos necessários. Uma boa fonte destes recursos pode vir  da chamada Industria da guerra e sua corrida armamentista, que em um ambiente tão sonhado de paz mundial, poderia redirecionar  esforços humanos e financeiros para  redução da desigualdade social e  proteção ao meio ambiente.
Referências bibliográficas
UNIÃO EUROPÉIA. Plano de ação da União Européia para incentivar as tecnologias ambientais e promover a inovação, o crescimento e o desenvolvimento sustentável. S.I.: [s.n]
STERN, Nicholas. A BluePrint For a Safer Planet, 2009. The Bodley Head.
GORE, Al. A nossa escolha, 2009. São Paulo: Amarilys.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência ecológica, 2009. Rio de Janeiro: Campus.

APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL E GESTÃO DO CONHECIMENTO

Na definição de Bukowitz e Willians(2002), “ a gestão do conhecimento é o processo pelo qual a organização gera riqueza, a partir do seu conhecimento ou capital intelectual”. Este conceito idealiza a organização que aprende, que  segundo Pete Senge(1990), “as pessoas aprendem continuamente a aprender em grupo”.
Por Claudio Reis
Introdução
A sociedade pós-industrial que se estabeleceu nas últimas décadas sob a luz da globalização, tem se estruturado através de um fluxo de informação com velocidade e quantidade sem precedentes na história. As grandes transformações tecnológicas das últimas décadas e as incertezas causadas pelas constantes mudanças, exigem das organizações muita agilidade e flexibilidade para se adaptarem e se recriarem em busca da sobrevivência.
O presente estudo tem como finalidade analisar criticamente a relevância da aprendizagem organizacional nos dias atuais e os aspectos chave de sua aplicação nas organizações.
Aprendizagem organizacional nos dias atuais
Para algumas organizações, a principal dificuldade na implementação efetiva da gestão do conhecimento tem sido ajustar-se ao modelo de gestão participativa.
Segundo Peter Senge, o ponto de partida para se tornar learning organization está no engajamento de todos os membros da empresa. A falta de motivação individual é um fator que dificulta o engajamento em processos de mudança e que na visão de WAISMAN, L. O. & ALMEIDA, E. (2002), depende de três fatores: Vontade de mudar, Incentivo e Rejeição ao status quo.
Quebrar o paradigma do modelo analítico de pensar(Taylorismo), que remete a estruturas hierarquizadas e burocráticas, têm sido uma das grandes dificuldades para criação de umacultura organizacional que propicie um ambiente favorável a interação dinâmica entre membros da equipe e por conseguinte troca de conhecimento.
Outro fator importante de acordo com Fialho (2001), é a ênfase demasiada na tecnologia da informação, que pode através de uma visão míope,  negligenciar outras fontes de informação e levar a não percepção de comportamentos que devem mudar para que a tecnologia seja bem-sucedida.
A falta de políticas de RH que valorizem a partilha de informações e a diversidade na solução de problemas, também é um agente  inibidor da motivação e do engajamento efetivo das pessoas nas iniciativas de gestão de conhecimento.
Cultura e clima organizacionais
estrutura organizacional em níveis de poder, herança da visão mecanicista que caracterizou a era industrial, criou uma separação entre  as pessoas no ambiente de trabalho e, principalmente, entre pessoas e o trabalho. Essa estrutura fragmentada da organização reflete-se inconscientemente, no comportamento das pessoas, levando-as a atuarem como seres isolados e insatisfeitos(Affonso, 2003).
Frases como: isso não é da minha responsabilidade ou já fiz a minha parte são exemplos dessa mentalidade dissociativa.
Além dos problemas provenientes da divisão em níveis de poder, as organizações enfrentam também dificuldades com a divisão em setores de especialização, tendo como resultado ilhas de competência e consequentemente ineficácia organizacional.
Por cultura organizacional, Schein (1992) diz que é o que diferencia as organizações na forma como novos membros aprendem a maneira correta de perceber, pensar e sentir-se em relação aos problemas que afetam a organização, e que para alterar a cultura de uma empresa, “necessita-se, através das mais diversas formas, motivar as pessoas a buscar a aprendizagem continuada …” (CAVEDON, 2004, 446-447).
Segundo Luz (2001),“O clima retrata o grau de satisfação material e emocional das pessoas no trabalho. Observa-se que este clima influencia profundamente a produtividade do indivíduo e, conseqüentemente da empresa. Assim sendo, o mesmo deve ser favorável e proporcionar motivação e interesse nos colaboradores, além de uma boa relação entre os funcionários e a empresa.”
Gestão estratégica do conhecimento
A gestão do conhecimento pode ser definida como um conjunto de práticas gerenciais com finalidade de favorecer os processos de criação, transferência, compartilhamento, disseminação e aplicação do conhecimento na organização.
O contexto ideal para desenvolvimento da Gestão estratégica do conhecimento envolve três principais dimensões:
  • Ambiente e relações
  • Estrutura
  • Políticas e ações gerenciais
Características essenciais de uma organização que aprende
No livro As cinco disciplinas, Peter Senge descreve as seguintes características das organizações que aprendem:
1.Primeira disciplina – Domínio pessoal
Relacionada diretamente com a expansão de nossas capacidades além da zona de conforto.
No livro “Quem mexeu no meu queijo”, o autor exemplifica com clareza esta disciplina, através da estória dos ratos no labirinto com a difícil tarefa de decidir sobre que atitude tomar ao término do estoque de queijo.
Traçando um paralelo com o mundo corporativo, equipes inovadoras se desenvolvem em ambientes onde se aprende a lidar com o medo de forma positiva, usando-o como ferramenta de proteção e eliminando seu efeito paralisante. Desta forma estimula-se a criatividade e o uso da intuição, características vitais para uma equipe vencedora.
2.Segunda disciplina – Modelos mentais
Modelo mental é o conjunto de pensamentos e atitudes repetitivas que caracterizam o perfil emocional de um indivíduo.   
Daniel Goleman em seu livro Inteligência emocional apresenta o conceito de Quociente emocional como parâmetro de avaliação da capacidade do ser humano manter relações positivas com seus pares e consigo mesmo, através de diálogo interno.
Uma equipe formada por pessoas com modelos mentais positivos possui maior capacidade de autoconhecimento e expansão.
3.Terceira disciplina – Visão compartilhada 
É o desdobramento dos objetivos estratégicos ao longo de toda organização e em todos os níveis hierárquicos.
Ao compartilhar a visão de futuro, a Alta Administração mostra aos funcionários quais competências chaves são e serão necessárias, criando um ambiente propício aodesenvolvimento pessoal e da equipe.
Organizações que compartilham sua visão de médio e longo prazo geralmente possuem um ambiente social mais estável, mesmo diante das incertezas do mercado.
4.Quarta disciplina – Aprendizado em equipe
É a arte de transformar conhecimentos individuais em competências chave para manter a organização constantemente alinhada com os desafios e com as novas demandas do mercado. 
5.Quinta disciplina – Pensamento sistêmico
É a disciplina que viabiliza a aplicação das demais. O pensamento sistêmico tem como finalidade orientar as ações de integração do macro-processo da organização, para que o resultado global esteja sempre acima dos interesses setoriais.  
Benefícios do conceito de aprendizagem organizacional nos níveis individual e organizacional
Os principais benefícios da aplicação dos conceitos de aprendizagem organizacional são:
1-Nível individual
  • Motivação para desenvolvimento de competências pessoais
  • Crescimento pessoal e profissional
  • Satisfação com o ambiente de trabalho
 2-Nível organizacional
  • Retenção do conhecimento chave para o negócio
  • Uso de criatividade na solução de problemas
  • Flexibilidade e resiliência
Modos de conversão do conhecimento tácito para o conhecimento explícito
Converter conhecimento tácito em conhecimento explícito é uma atividade conhecida como externalização, que se utiliza da prática de diálogos e reflexão coletiva, partindo de abstração, metáforas e analogias até chegar a conclusões que são então incluídas no sistema de informações.
Conclusão
Através dos fundamentos apresentados, concluímos que aplicação do conceito de aprendizagem organizacional nos dias atuais ainda é um fator diferencial para as organizações, e que em um futuro próximo poderá se tornar pré-requisito para sobrevivência das mesmas.
Considerando que os seres humanos aprendem realmente quando há mudanças fundamentais na sua maneira de ver o mundo, os principais obstáculos na implantação da Gestão do conhecimento estão relacionados à dificuldade nata do ser humano em aceitar mudanças e suas implicações. Neste contexto, perseguir o acúmulo de  informações, segundo Peter Senge, raramente, provocará as alterações significativas necessárias.
Para uma aplicação efetiva deste conceito, um grande esforço deve ser feito pelos gestores para criar uma ambiência corporativa com elevado senso de equipe e padrão moral, que propicie expansão contínua das competências das pessoas e da equipe.
Esta necessária ênfase nos aspectos humanos remete a relevância do papel da liderança, que passa a assumir também a responsabilidade pela criação e manutenção de um clima apropriado para o diálogo, a inovação e ao trabalho em equipe.
Referências bibliográficas
SENGE, Peter M. A quinta disciplina. São Paulo: Editora Best Seller, 1990.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine
o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, c1995. 370 p.
 JOHNSON, S. Quem Mexeu no Meu Queijo. Rio de Janeiro: Record, 2001.